Economia
PDV no setor automotivo n�o atrai
Segundo um executivo do setor automotivo, ?ninguém quer deixar um emprego considerado nobre, com salários acima da média, plano de assistência médica e participação nos lucros?. José Djalma de Souza, de 40 anos e há 11 na Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) confirma a tese. ?Quero ficar na fábrica até chegar o dia de me aposentar?, diz. Ele está há quase um ano sem trabalhar por estar no grupo de 750 funcionários considerados excedentes e que está em lay-off . Apesar de também ser alvo do PDV encerrado pela Mercedes no mês passado, ele não quis aderir ao programa. ?Pode acontecer de eu ser demitido, mas rezo para que não ocorra.? O operador de máquinas tem um filho de 17 anos e sua segunda esposa está grávida de sete meses do primeiro filho, que vai nascer em abril, data prevista para o fim do lay-off e possível retorno à fábrica.