Economia
Alta muda h�bitos dos alagoanos
A elevação dos preços do litro de gasolina e da tarifa básica de energia elétrica fornecida pela Eletrobras explica por que o administrador de condomínios Pedro Machado, que depende do automóvel para trabalhar e receber salário, precisou cancelar o plano de saúde dele, da mulher e da filha pequena. ?Neste momento, abrimos mão do plano para equilibrar o orçamento, que ficou muito apertado depois do aumento do preço dos combustíveis da conta de luz. Esses dois produtos subiram muito, muito mesmo, e meu salário subiu muito pouco?, explicou Pedro Machado. Residente do bairro do Tabuleiro do Martins, parte alta da capital alagoana, ele precisa de dois tanques de gasolina por mês para chegar ao trabalho e se deslocar a alguns dos imóveis sob sua responsabilidade. Até um mês atrás, o gasto médio com o combustível girava em torno de R$ 240,00 por mês. Pelos dois últimos abastecimentos, ele pagou R$ 320,00. A diferença de R$ 80,00, em menos de um mês, representa acréscimo 33% sobre as finanças de quem só recebeu reajuste salarial de 5,7% este ano. ?A correção dos salários não acompanha a subida dos preços de produtos como a gasolina. Infelizmente?, diz. Desfrutar das facilidades de eletrodomésticos como televisor, forno de micro-ondas, máquina de lavar e condicionador de ar também custa muito mais caro à família do administrador de condomínios. Em fevereiro, pagou R$ 87,00 pela energia. No início deste mês, tomou mais um susto com a conta no valor de R$ 146,00.