Economia
Risco-Brasil sobe 3,68% e bolsa despenca 1,67%
São Paulo - Depois de registrar oito quedas em nove dias úteis e acumular no ano retrocesso de quase 16%, o risco Brasil fechou em forte alta de 3,68%, a 1.265 pontos. Já o principal título da dívida brasileira negociado no exterior, o C-Bond, fechou em queda de 2,27%, a 70% do valor de face. Segundo analistas, os investidores aproveitaram o noticiário político negativo para vender títulos brasileiros no exterior e embolsar o lucro das altas dos últimos dias. Risco e títulos estão ligados porque o risco, calculado por meio do índice Embi+ do banco JP Morgan, mede a diferença dos juros pagos pelos títulos de um país em relação aos títulos dos EUA. Quanto maior essa diferença, pior a cotação do título e maior o risco. Bolsa Depois de dois dias de marasmo, a Bovespa enterrou ontem o cenário ?cor-de-rosa? traçado para o início do novo governo e começou a vislumbrar o que seria a primeira crise do presidente Lula: o fracasso da reforma da Previdência. Desde os primeiros minutos de pregão, a Bolsa paulista só caiu. Acabou em queda de 1,67%. Pior: o Ibovespa fechou abaixo do patamar psicológico de 12.000 pontos, aos 11.971 pontos, o que não acontecia desde a quinta-feira passada. ?Há dois dias, o mercado que estava sem notícia, finalmente, encontrou um catalisador para suas expectativas. Não será fácil aprovar a reforma da Previdência?, diz Decio Pecequilo, gerente da corretora Novação.