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Pressionado por d�vida cambial d�lar, fecha a R$ 3,33, em alta de 2,2%, a maior em 2 meses

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São Paulo - O impasse sobre a reforma da Previdência conteve a onda de otimismo que invadiu o mercado na virada do ano e deu espaço para o vencimento de uma dívida cambial pressionar o dólar para seu maior patamar em oito dias. A moeda norte-americana fechou em alta de 2,20% - a maior desde 12 de novembro, quando o dólar subira 2,79% - vendida a R$ 3,33 e comprada a R$ 3,325. A forte queda do dólar terça-feira, que fechou a R$ 3,258, já suscitava uma correção. Analistas consideraram o movimento exagerado e havia expectativa de que empresas endividadas aproveitassem a cotação mais baixa para comprar moeda, o que leva o preço a subir. Além disso, o dia foi marcado pela pressão de investidores sobre a cotação devido ao vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,78 bilhão hoje. Segundo operadores, isso ocorreu porque, embora o Banco Central tenha rolado 97% do vencimento, as novas operações feitas não teriam ficado nas mãos dos mesmos investidores que têm títulos a vencer e, portanto, dinheiro a receber. Como o valor a ser pago hoje pelo BC aos investidores é determinado pela Ptax de ontem - a mediana das cotações calculada pelo BC de acordo com o volume de negócios - há interesse por parte de quem tem títulos a serem resgatados de que o dólar esteja mais caro, para receber mais. Isso porque, diferente dos últimos vencimentos, cerca de 60% da dívida que vence hoje é formada por títulos cambiais, papéis do governo em dólar pelos quais os investidores receberão o valor integral do título convertido em reais.

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