Economia
PIB maior pode custar R$ 2,8 bi
São Paulo, SP ? A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 e 2011, anunciada na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), poderá aumentar em R$ 2,8 bilhões as despesas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Lei Orgânica da Assistência Social. A estimativa para 12 meses é do especialista em previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Abi-Ramia Caetano. O aumento nesses gastos pode acontecer caso o governo se veja pressionado a aumentar o salário mínimo dos atuais R$ 788 para R$ 798. Esse seria o novo valor se o governo federal decidisse cumprir à risca a fórmula de reajuste do mínimo e considerasse os novos dados do PIB, segundo Caetano. A fórmula para o mínimo prevê o reajuste pela variação real do Produto Interno Bruto de dois anos antes e pela inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Já o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que o mínimo deveria estar em R$ 794. Independentemente disso, ambos concordam que o salário deveria ser maior, uma vez que a lei prevê o PIB como fator de reajuste e, assim, também estariam maiores os gastos federais.