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Proteste: “Consumidor precisa saber reclamar”

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São Paulo, SP ? O economista Carlo Carrenho assume que é chato e não admite perder tempo com serviços mal prestados. Ele é um dos cerca de 50 mil consumidores que entram nos sites Denuncio (denuncio.com.br) e Reclame Aqui (reclameaqui.com.br) para fazer uma queixa contra alguma empresa a cada mês. As redes sociais, como Twitter e Facebook, também são usadas para essa finalidade. Mas, seja qual for a ferramenta escolhida, o consumidor precisa ter estratégia para conseguir a resolução rápida do seu problema. Com o nome da empresa em uma reclamação on-line, a reputação da companhia, na mira de atuais e futuros clientes, está em jogo. ?Ao postar uma reclamação, detalhe o caso e evite xingamentos. Dizer que todo mundo é ladrão, por exemplo, pode fazer com que a empresa retire o comentário do ar?, afirma Wilson Roberto, diretor do site Denuncio. Os consumidores que reclamam nas redes sociais podem ser divididos em duas categorias, de acordo com Patricia Cotti, diretora vogal do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo). O primeiro é o tipo ?desabafo?, aquele que xinga, diz que nunca mais compra nada na empresa e esbraveja até contra o país. ?Esse nem sempre quer resolver efetivamente o problema?, afirma. Já o outro tipo usa a internet para buscar seus direitos. Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste (associação de defesa do consumidor) e colunista da Folha, também destaca a importância de medir as palavras ao postar uma queixa, especialmente em redes sociais, que tem um alto potencial de replicação do conteúdo. ?O consumidor precisa saber reclamar para não sofrer nenhuma ação judicial por não ter prova das acusações?, diz.

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