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Economia

Terceira idade � a mais atingida pelo reajuste

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Na casa do aposentado Heleno Honório de Oliveira, de 63 anos, o que mais se vê são caixas de remédios. Ele convive com o diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Pelo catatau de medicamentos que toma diariamente, boa parte da renda familiar fica comprometida. O que mais preocupa o idoso, atualmente, é a falta das fitas usadas no aparelho para verificar a taxa de glicemia nos postos de saúde. A aferição deve ser rotineira, como parte fundamental do tratamento do diabético. A alta dos medicamentos é outro fator que gera tensão. Sem dinheiro para comprar as fitas e os remédios que não são distribuídos pela rede básica de saúde, o aposentado já ficou alguns dias sem ser medicado e todos se desesperaram. A esposa dele, Maria Lúcia de Oliveira, conta que faz uma verdadeira via crucis, todos os meses, em busca de garantir o tratamento do marido. Desde o mês retrasado, Heleno não verifica a taxa e fica sem o parâmetro. As fitas têm nas farmácias da capital, mas custam R$ 90 (com 50 unidades). ?Não temos condições de comprar com o nosso dinheiro. O jeito é esperar chegar no posto. Enquanto isso, meu marido não sabe como está o diabetes?, comenta Maria Lúcia. ?Quando saio de casa, fico apreensiva com o estado de saúde do meu esposo. Ele já ficou com 29 de glicose, quando o normal é de 60 a 100. Tem dias que ele diz que passou mal e, em casa mesmo, conseguiu se recuperar, mas é um risco que ele corre?, recorda. As fitas, segundo ela, são necessárias para a medição e a alegação do posto é que o aparelho usado por Heleno é antigo.

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