Economia
Consumidora recorre ao cart�o de cr�dito para parcelar medicamentos
O aumento do preço dos remédios é motivo de preocupação para Maria Santos, que faz sacrifícios no orçamento escolar para manter a saúde Maria Santos reside no Tabuleiro Novo. Não quis ser fotografada, mas é outra alagoana que teme o aumento do preço dos remédios no Brasil. Apesar de conseguir boa parte das substâncias por meio do plano do governo federal, ela não deixa de ir à farmácia todos os meses. Quando está no sufoco, recorre ao cartão de crédito para parcelar a compra dos remédios. E diz não se arrepender, embora reclame do valor dos produtos. Com problemas na tireóide, ela destaca que precisa tomar dois comprimidos por dia para controlar o funcionamento da glândula. Cada caixa do medicamento custa R$ 20 com 50 unidades cada. Para fechar o mês, precisa comprar outra caixa. Ou seja, a cada dois meses desembolsa R$ 40 somente com este remédio. No entanto, Maria Santos ainda deve administrar uma medicação para o coração (ao preço entre R$ 15 e R$ 20). Toma uma cápsula ao dia de cálcio, para se livrar dos sintomas da artrite, artrose, tendinite e osteoporose. Como ingere todos os dias muitos comprimidos, precisa de mais alguns para aliviar o impacto gástrico e evitar doenças no estômago. O Omeprazol virou rotina para ela e, apesar de ser barato, tem que religiosamente administrar diariamente. Para completar, o esposo de Maria Santos é diabético e pega duas medicações no posto de saúde mais próximo.