Economia
Reajuste de pre�o ocorre frequentemente em abril
O reajuste do preço dos remédios ocorre, frequentemente, no mês de abril. Os laboratórios encaminham as planilhas para a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, apresentando as razões técnicas que podem motivar o aumento. De acordo com o presidente do Sincofarma de Alagoas, a média dos preços deve subir cerca de 4%, embora os índices estejam fixados em 5%, 6,35% e 7,7%. A resolução que fixou os percentuais máximos de ajuste autorizados foi publicada no Diário Oficial da União, na edição do dia 31 de março. Na prática, o impacto maior será aos medicamentos considerados de alta concorrência. Os genéricos se enquadram neste perfil e devem ter os maiores preços a partir de agora. Os menos procurados e, consequentemente, de produção inferior, devem ter reajuste abaixo. PERCENTUAL Portanto, quem se trata de depressão, hipertensão, até mesmo de doenças psicóticas, poderá pagar até 7,7% quando for comprar as medicações. Já quem pagava preços abusivos em remédios específicos também pode preparar o bolso, porque um reajuste de 5% em cima de medicamentos que custam mais de R$ 10 mil pesa no orçamento. Não há como escapar a partir de agora. Do total de 9.120 remédios com preços ajustados, os do nível 1 correspondem a 24,45% do total. O grupo que terá aumento de 5% concentra medicamentos de alta tecnologia e de maior custo, como a ritalina (tratamento do déficit de atenção e hiperatividade) e a stelara (usado para tratar psoríase ? doença de pele). No grupo do índice de 6,35% estão os antibióticos, a exemplo da amoxicilina. Podem chegar ao teto de 7% categorias que têm medicamentos como o omeprazol (tratamento de gastrite e úlcera) e a risperidona (antipsicótico).