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Economia

Cr�dito privado tem limita��es

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São Paulo, SP ? A corrida das empresas de educação por uma alternativa privada de financiamento depois das restrições no programa de crédito do governo, o Fies, terá de ultrapassar barreiras como a inadimplência e a evasão escolar para decolar de fato no Brasil. Embora crescente o número de anúncios de parcerias e produtos, o risco de calotes e de abandono dos cursos pode limitar o apetite nesse segmento num momento em que bancos estão ainda mais rigorosos para emprestar. Como as primeiras safras de crédito estudantil mal começaram a ser pagas, ainda não há informações consistentes sobre inadimplência ? o que torna o segmento mais obscuro, na análise de especialistas. A garantia do Fies vem em parte de fiadores e também de um fundo com contribuição das empresas de educação. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil são os agentes financeiros, mas não abrem detalhes, sob a justificativa de que a gestão do programa é do governo. O produto tem taxas de juros de 3,4% ao ano e prazo médio de 18 anos. No ano passado, um relatório do Morgan Stanley estimava que os calotes no Fies podiam chegar a 27% em 2017, considerando atrasos acima de 365 dias. Segundo os analistas Javier Martinez de Olcoz Cerdan e Thiago Bortoluci, os calotes podem consumir o fundo garantidor. Com as restrições no programa federal, o potencial de migração para o crédito privado é estimado em cerca de 500 mil contratos em 2015, o que é visto como uma porta de entrada de novos clientes para os bancos.

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