Economia
D�lar dispara e bolsa cai com amea�a de guerra
São Paulo ? O acirramento das tensões no Golfo Pérsico levou o dólar a registrar novamente sua maior alta desde 12 de novembro, 2,26%, e fechar a R$ 3,38 para venda e R$ 3,37 para compra, maior cotação desde 3 de janeiro. O saldo é um salto semanal de 2,42%. Nem mesmo o sucesso da rolagem de uma dívida cambial pelo Banco Central - que num único dia e duas operações renovou 87,9% do US$ 1,3 bilhão em contratos cambiais que vencem na próxima quarta-feira - conteve a escalada, embora a divulgação do resultado das operações tenha amenizado um pouco a alta. A autoridade monetária não informou se fará nova rolagem. O destaque da operação do BC é que a demanda foi muito superior à oferta e as taxas exigidas pelos investidores para aceitar o alongamento dos contratos caiu entre quatro e um ponto percentual em relação à última operação do tipo, de uma dívida que venceu quinta-feira. Mesmo assim, investidores, analistas e operadores preferiram adotar uma postura cautelosa no mercado diante da possibilidade de eclodir uma guerra no Iraque no fim de semana. Bolsa A Bovespa fechou a primeira semana negativa de governo Lula. Acumulou perdas de 4,6%. Em janeiro, os ganhos foram reduzidos para 3,6%. Na sexta-feira passada, a valorização acumulada no mês era de 8,6%. Ontem, a Bolsa teve a terceira baixa seguida. Perdeu 2,31%, a maior queda desde o início do ano. O índice paulista finalizou em 11.675 pontos. Desde quarta-feira passada, está abaixo do patamar psicológico de 12.000 pontos. ?Após a euforia na virada do ano e a lua-de-mel com o novo governo, o mercado só começou agora a colocar no preço das ações o risco de uma guerra dos EUA contra o Iraque?, diz Vladimir Caramaschi, analista de macroeconomia da corretora Fator Doria Atherino. O risco Brasil fechou em forte alta de 2,68%, a 1.303 pontos - a terceira do ano, apenas- com o estresse dos mercados sobre a possibilidade de guerra no Iraque e seus impactos sobre os preços do petróleo e sobre a economia mundial. Enquanto isso, o principal título da dívida brasileira negociado no exterior, o C-Bond, fechou em baixa de 0,62%, a 70,125% do valor de face.