Economia
Pr�via da infla��o oficial sobe 1,07%, diz IBGE
Rio ? O aumento da energia elétrica voltou a pesar no bolso dos consumidores e foi responsável por quase metade da alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) em abril. A prévia da inflação oficial subiu 1,07%, menos do que em março, mas ainda o maior resultado para abril desde 2003, informou ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a taxa acumulada em 12 meses acelerou para 8,22%, o maior nível desde janeiro de 2004. O resultado mensal surpreendeu analistas. Muitos refizeram as contas e agora esperam um IPCA fechado maior do que o projetado inicialmente para este mês. Há o consenso, porém, de que o índice deve perder força em relação a março, devido à diluição do impacto da energia elétrica e da queda nos preços do etanol, que afeta também a gasolina. Levantamento realizado pela Agência Estado após a divulgação de ontem mostra que os economistas esperam, em média, avanço de 0,75% no IPCA de abril. O resultado será anunciado em 8 de maio. A prévia da inflação também influenciou o mercado futuro de juros, que engrossou as apostas em nova alta de 0,50 ponto porcentual na taxa básica, a Selic. A decisão, caso confirmada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião dos dias 28 e 29 deste mês, levará a taxa de juros a 13,25% ao ano. A continuidade do aperto conduzido pelo Banco Central é considerada importante por economistas do ponto de vista da confiança, a despeito de a inflação, neste início de ano, ser impulsionada por tarifas reguladas pelo governo. ?Sobre este tipo de inflação, taxa de juros não resolve, porque ajuste de preços administrados se faz por meio de canetada de presidente. E sobre a caneta da presidente, a Selic não atua. Mas o BC precisa continuar a afirmar o compromisso com a convergência da taxa de inflação para o centro da meta (4,5%)?, ponderou o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores.