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Economia

N�mero de vagas na constru��o civil cai pela metade

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A economia de um país costuma ser reflexo do desempenho da construção civil. Se as obras estão paradas, alguma coisa não está indo bem no cenário nacional. Mas, se os canteiros pulsam, a certeza de um período de sossego existe. Não à toa, atualmente o setor vive um momento difícil em todo o Brasil. Em meio a um período recessivo, um dos principais motores da atividade econômica brasileira apresenta sinais fortes de enfraquecimento: as projeções de queda para este ano são fortes e as demissões já começaram. De acordo com especialistas, a temporada promissora da construção civil, observada entre 2007 e 2010, está chegando ao fim. Isso porque, segundo dados dessazonalizados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os oito setores mais importantes para economia brasileira, conforme o Ministério do Trabalho, estão em processo de desaceleração. Na construção civil, por exemplo, as demissões ocorrem há cerca de dez meses e, na indústria, a geração de empregos é negativa desde abril de 2014. Em Alagoas, o cenário econômico do setor acompanha o panorama nacional. Em conformidade com dados do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon/AL) disponibilizados à Gazeta de Alagoas de 2011 até este ano, o saldo de trabalhadores empregados na área caiu de 36 mil para 18 mil. Segundo o presidente do Sinduscon/AL, Alfredo Brêda, a situação atual da construção civil no Estado vai de encontro com o que está posto no setor econômico do País. ?Levantamentos apontam que todas as áreas estão sendo afetadas e a construção civil, infelizmente, também foi atingida. No entanto, é preciso entender que, dentre os setores, ela é sempre a última a entrar nesse processo. Estamos em uma época em que o consumo dos brasileiros vive um momento de desaceleração, tanto pelo fim dos programas de incentivo ao consumo quanto pela menor oferta de crédito?, salienta. A Estimativa Trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas, referente ao terceiro semestre de 2014, divulgada pela Secretaria Estadual de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) também apontou que a crise da construção civil, principalmente no setor de contratações de pessoal, impactou negativamente no índice da Indústria, que cresceu 1,4% no trimestre analisado. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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