Economia
IPC acumula alta de 3,36% no trimestre
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo governo do Estado e que acompanha a variação de preços da cesta básica e de alguns serviços também, confirma o quão pesado está, para quem tem renda de até oito salários mínimos, comprar os alimentos considerados indispensáveis ao sustento familiar. Em março, o índice que afere o custo de vida em Maceió subiu 1,27%. Em fevereiro, 1,23%. No acumulado deste ano, a elevação é de 3,36%, de acordo com a Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento, órgão da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio de Alagoas (Seplag). No item alimentação, os valores levantados indicam a continuidade do encarecimento da cesta básica. Em março, quando da divulgação do último levantamento, o maceioense teve que gastar R$ 6,62 a mais do que em fevereiro para se alimentar, e R$ 8,21 a mais se comparado aos preços coletados em janeiro. Os custos com alimentação comprometiam, em março, R$ 262,55 do atual salário mínimo, de R$ 788,00. Levar para casa os 12 itens da cesta básica, implicava, neste caso, em ter que deixar no caixa do supermercados 33,32% do salário mínimo, percentual muito elevado para quem só recebe os R$ 788,00 brutos. O aumento dos preços do feijão (1,80%), do tomate (1,67%) e do pão (1,15%), que já tinham sofrido elevação em fevereiro, impulsionaram a alta do índice. Os consumidores entrevistados pela reportagem só não concordam com o que o governo considera uma ?boa notícia?: a queda no preço da carne bovina.