Economia
Desemprego � maior desde maio de 2011
Rio ? O mercado de trabalho parou de absorver o número cada vez maior de pessoas que buscam trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do País. Pelo contrário, há registro de demissões, e o resultado dessa combinação é o aumento da taxa de desemprego para 6,2% em março ? a maior desde maio de 2011, informou ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, houve uma queda de 2,8% na renda média real dos trabalhadores ante fevereiro, o maior tombo mensal desde janeiro de 2003. A perda do poder de compra pode levar mais pessoas a sair em busca de uma colocação. ?Se a pessoa precisa compor renda, ela pode se sujeitar a trabalhar por um salário menor?, disse Maria Lucia Vieira, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. ?Isso pode fazer com que pessoas aceitem trabalhos menos qualificados?, afirmou. Uma parte na queda dos rendimentos é provocada pela inflação, que registrou em março a maior alta para o mês desde 1995. Outra parte, porém, é fruto de pagamentos menores em termos nominais. ?São de fato pessoas recebendo remunerações menores em seus trabalhos. Não temos como afirmar se é menor poder de barganha do trabalhador, se são as pessoas que foram demitidas e acharam outra vaga com salário menor, ou se as pessoas estão se inserindo no mercado de trabalho já com remuneração mais baixa?, explicou a gerente.