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Banana pode ser extinta em uma d�cada

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A frase ?Yes, nós temos banana? pode deixar de ser verdadeira em 10 anos. De acordo com um alerta feito por um cientista belga, a fruta pode estar extinta em uma década. Emile Frison ? chefe da Rede Internacional para o Aprimoramento da Banana, em Monpellier, na França ? afirma que falta diversidade genética à planta para resistir a doenças que atacam as plantações. Para o cientista, somente a biotecnologia e a manipulação genética podem garantir a sobrevivência da espécie. Clone ?Frison vê isso como a única esperança para a banana?, afirma a revista New Scientist desta semana. Sem ajuda, a produção mundial de banana pode cair, iniciando o processo de extinção da fruta. A bananeira é uma planta estéril, sem sementes, como se fosse um clone modificado da primeira banana ? a banana selvagem, que existiu há 10 mil anos e não era comestível. Os cientistas alertam que os países que dependem da fruta como a maior fonte de calorias da dieta da população, como alguns países africanos, podem ser os mais prejudicados. Passado Em 1950, a então dominante banana da espécie Gros Michel foi exterminada no Panamá, por um fungo. A sua sucessora, chamada Cavendish, está ameaçada por uma epidemia global, que atinge plantações na África, na Ásia e nas Américas. Todas as variedades da banana moderna são descendentes de uma banana mutante estéril, cultivada na Idade da Pedra. ?Cada uma é virtualmente um clone, quase destituída de diversidade genética?, afirma a New Scientist. Frison afirma no artigo que ?assim que um novo fungicida é criado, os fungos desenvolvem resistência?. Pesquisadora alagoana não acredita que fruta desapareça FERNANDA MEDEIROS A fitopatologista e pesquisadora da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), Fátima Maria Queiroz, não acredita que a extinção da banana possa ocorrer no Brasil, onde a saborosa fruta é tão consumida pela população. ?Acho pouco provável que isso aconteça por estas bandas, pois o Brasil é o terceiro produtor mundial de banana e praticamente toda a produção nacional é comercializada no mercado interno, o que torna o nosso País o primeiro consumidor dessa fruta no mundo?, opinou. Fátima Queiroz é especialista em Fitopatologia, área em que cursou e concluiu mestrado, e trabalha especialmente com as doenças que ocorrem nas plantas. Inclusive, já fez vários levantamentos com doenças que atacam a cultura de bananas em Alagoas. ?Em função de o Brasil ser o primeiro consumidor de banana no mundo, a cultura desse fruto é plantada em todos os estados brasileiros e apresenta um número expressivo de variedades?. As variedades de banana mais difundidas no Brasil são: Prata, Pacovan, Prata Anã, Maçã, Mysore, Terra, Dangola (Comprida) e as variedades do subgrupo Cavendish (Nanica, Nanicão e Grande Naine), que são utilizadas principalmente para exportação. Em Alagoas, de acordo com a fitopatologista, os três tipos mais difundidos são Prata, Pacovan e Comprida. Ela explica que existe no País o Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultua, em Cruz das Almas, na Bahia, que desenvolve um Programa de Melhoramento Genético com essa musácea, visando sempre desenvolver variedades de bananas resistentes às principais pragas e doenças. ?Podemos citar como exemplo a Cultivar Pacovan Ken, que foi lançada recentemente, sendo resistente às principais doenças?, disse, acrescentando que as principais doenças são a Sigatoka-negra e Mal-do-Panamá. ?O fato de a banana do tipo Pacovan Ken ser mais resistente contribui para redução dos custos de produção e menor poluição do meio ambiente?, reforçou. A pesquisadora esclarece que se a doença denominada Sigatoka-negra chegar a Alagoas, dependendo das condições climáticas e ambientais, poderá dizimar a produção de bananas em poucos meses. Mas por existirem outras variedades do fruto no Estado, elas poderão ser substituídas ? pela Pacovan Ken, por exemplo. ?Também acho pouco provável que essa doença chegue por aqui. Além disso, se chegar, temos um enorme leque de variedades do produto?.

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