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Produ��o de g�s em AL surpreende a ministra

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?Se o seu Estado produz mesmo dois milhões de metros cúbicos de gás por dia, desculpe-me, mas se vocês ainda não possuem uma termelétrica é porque são otários? - a sentença contundente foi dada em março do ano passado, pela então secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul e hoje ministra das Minas e Energia, Dilma Vana Roussef, em resposta à pergunta do repórter Roberto Vilanova, que representou a GAZETA DE ALAGOAS durante Seminário sobre Energia e Meio-Ambiente promovido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em Salvador. Surpreendida quando foi informada da produção diária de gás em Alagoas, a atual ministra das Minas e Energia destacou que toda a orientação é para que as termelétricas sejam implantadas o mais próximo possível das minas. Tal exigência, além de atender às necessidades econômicas, serve como proteção ambiental. Ocorre que a sentença da atual ministra é hoje impossível de ser revogada ? a riqueza do subsolo alagoano é levada para Sergipe e Pernambuco. O gás que vai para Sergipe é usado como incentivo à instalação de indústrias e o que sobra volta para Alagoas engarrafado em botijão. O gás que vai para Pernambuco está sendo usado para abastecimento veicular ? o solo pernambucano não produz gás, mas Recife tem o dobro do número de postos. E pelo que se sabe, a riqueza do subsolo alagoano continuará a beneficiar os estados vizinhos. Além do gás natural, os derivados do cloro extraído do sal-gema são beneficiados na Bahia; e o minério descoberto pela Companhia Vale do Rio Doce, antes mesmo de começar a extração, já se sabe, será levado para a unidade beneficiadora da Vale, localizada em Camaçari-BA. Nem mesmo a Unidade de Processamento de Gás Natural ? UPGN ? atrasada há vinte anos, Alagoas conseguiu colocar em operação. E ninguém explica o motivo.

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