loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Verbas federais disfar�am mis�ria em Alagoas

Ouvir
Compartilhar

ROBERTO VILANOVA Se o Brasil fosse dividido e o Nordeste se tornasse independente, Alagoas não teria condições de sobreviver como Estado ? o economista e professor da Universidade Federal de Alagoas, Cícero Péricles, denunciou que 90% da renda monetária de Alagoas são oriundos das transferências de verbas federais. Com isso, a miséria no Estado é disfarçada por indicadores aparentemente favoráveis, mas que não traduzem desenvolvimento econômico. Sem o dinheiro das aposentadorias, principalmente rurais; sem o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e sem os recursos financeiros provenientes dos programas como o Bolsa-escola, Fundef (educação), PSF (saúde), Peti e até o Vale-gás, Alagoas seria inviável. A importância das verbas federais ? umas constitucionais, outras de programas assistenciais - se reflete em dados que chamam a atenção pelas disparidades ? Satuba, por exemplo, tem o segundo maior Indicador de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. Os números Péricles, PhD em Economia e autor de vários trabalhos sobre o desempenho da economia alagoana, comentou o resultado das pesquisas sobre o IDH - concluindo que o crescimento extraordinário registrado pelos municípios de Jaramataia, Lagoa da Canoa e Paulo Jacinto se deve ao sucesso dos programas destinados à educação e à saúde. ?Isto, sem falar nas aposentadorias rurais, facilitadas e ampliadas nos últimos anos?, completou. Os números registrados por aqueles três municípios alcançaram a média estadual. Na pesquisa, outro detalhe: Satuba registrou um IDH ( 0,705) quase igual ao de Maceió, que foi de 0,739. Péricles explicou que o IDH indica as condições de cada país ou região , sendo o resultado de uma média entre saúde, educação e renda da população. ?A saúde é medida pela expectativa de vida; a educação é contabilizada pelo número de matriculas da população em idade escolar; já a renda é calculada pela riqueza total dividida pelo número de habitante?, explicou o economista, acrescentando que o IDH traduz o nível de desenvolvimento ? os que têm até 0,500 são considerados de baixo desenvolvimento; entre 0,500 e 0,800 são considerados de médio de-senvolvimento; acima disso, considera-se de alto desenvolvimento. Para ele, o resultado da pesquisa confirmou o que já se sabia: Alagoas tem o menor IDH (0,597) do País. Comparação Péricles também fez a comparação entre a melhoria dos números da educação e saúde ? graças ao Fundef e ao PSF ? e a renda municipal, que não acompanhou o crescimento, mesmo com algumas melhorias. Referindo-se aos três municípios que registraram os melhores IDH do Estado, Péricles mostrou que a renda continua baixa em Jaramataia, Lagoa da Canoa e Paulo Jacinto. ?E as melhorias registradas na renda municipal se devem às transferências de verbas federais, constitucionais, como o FPM, ou não, além das aposentadorias rurais?, concluiu o economista.

Relacionadas