Economia
M�todo de plantio chama a aten��o de profissionais
?A ideia do plástico veio da minha mente, não existia. Depois disso, de vez em quando, vem um pessoal do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), uns professores, com uns alunos, para a gente explicar como é que faz?, conta Gilvan. Com o plástico a cinco centímetros de profundidade, o agricultor não sofre tanto para arrancar a grama, cuja rama pode ir até 40 centímetros. Rita simplifica para explicar a vantagem. ?Fica tipo uma grama sintética, sendo que é natural. Basta cortar no plástico e suspender, fica na medida para colocar em casa ou até levar para um stand, uma exposição?. O negócio avançou e Gilvan obteve um novo crédito pelo Pronaf, em 2011, de R$ 12,4 mil, desta feita com juros ainda menores, de 2% ao ano. O ano de 2014 foi marcado por grandes saltos de qualidade. Terminou de pagar o primeiro financiamento, comprou uma casa de alvenaria e uma propriedade às margens da rodovia AL-210. A localização estratégica serviu para a família abrir um pequeno ponto comercial no próprio sítio. A placa não poderia ter outro nome: PlantGrama, Plantas e Grama. O sítio nos fundos da casa ficou pequeno e logo fez negócio com um fornecedor de cana, na área de 5,4 hectares. A plantação que havia se perdeu ?porque uns maloqueiros botaram fogo na cana antes do tempo?. Não fez muita diferença porque o negócio da grama, para Gilvan, é muito mais lucrativo que a cana. Foi preciso investir rápido, alugou uma máquina a R$ 120 a hora para nivelar o terreno. Em três dias, começou a trabalhar o solo. ?A grama é exigente, precisa colocar calcário, macro e micronutrientes, adubo NPK, que tem Fósforo, Nitrogênio e Potássio?. A produção no plástico tem suas vantagens, mas não enraíza definitivamente e gera um custo adicional. Para a nova área, Gilvan já tem tudo planejado. ?Vão ser 4 hectares para a grama, na área plana, e cerca de 1 hectare, na área de declive para as plantas, principalmente as palmeiras?.