Economia
Empreendedor chegou a gastar tudo o que tinha
Chico Silva gastou tudo o que tinha: ?na época, 200 cruzeiros, aí fiquei sem dinheiro para comprar a mercadoria?. Negociou de novo e o patrão forneceu os produtos. Não podia deixar o emprego com salário certo para manter a banca. ?Fui buscar a minha irmã (em União dos Palmares) para vender lá?. Pagava a ela um salário fixo e agregava os lucros da banca aos ganhos do trabalho na bomboniere e das suas vendas no horário de almoço. ?Peguei paixão pela coisa e sempre quis ter o meu negócio?. Conseguiu comprar uma casa no conjunto Joaquim Leão, no Vergel, em 1992. ?Era uma casinha de Brasilit, com 4 cômodos?. Mesmo assim, continuou no quartinho do patrão para começar a construir o seu futuro no terreno adquirido. Colocou na fachada uma porta de rolo velha que ganhou, iniciou a obra e alugou o espaço. Somente oito anos depois, Francisco se instalou definitivamente no imóvel, como ponto comercial e residência. 2000 foi mesmo o ano da virada para o ex-cortador de cana. Casou-se com dona Simonica Oliveira da Rocha, mudou-se para a casa própria e abriu o seu comércio, que viria a se tornar a consolidada ?Sorvetes e Doces Bomboniere?. ?Começamos a vender flau, botava uma caixinha de isopor na porta e, quando derretia, corria para trocar com os que estavam na geladeira da cozinha. Depois compramos um freezer e passamos a vender sorvete também?.