Economia
Institui��o d� assist�ncia cont�nua
A coordenadora de Microcrédito da agência do BNB em União dos Palmares, Alexandra Melo, acrescenta que um funcionário do banco sempre vai à propriedade, conversa com o cliente, analisa a necessidade dele, avalia a viabilidade e elabora a proposta de crédito. No caso da Palmira, este funcionário é o assessor de microcrédito, Diego Veríssimo, que também acompanha e assessora os clientes. ?Quando a pessoa quer crescer e se dedica, ela consegue. Além do investimento, o banco financia o custeio, que pode ser renovado automaticamente, com o mesmo juro de 0,5%?, completa Veríssimo. Já que era assim, Palmira não contou conversa. Pegou emprestado R$ 1.300,00 para pagar em dois anos, em duas parcelas e virou investidora da pecuária de corte. ?Comprei um bezerro de umas 5 arrobas por R$ 1.150, com pouco tempo vendi por R$ 1.800, guardei o dinheiro da primeira parcela e comprei outro garrote.Do primeiro empréstimo, em 2009, pagou R$ 975 por causa do bônus subsidiado. E assim foi, comprando bezerro para vender boi, aumentando a produção da horta, as bancas na feira, pegando novos empréstimos e pagando tudo em dia. Já contratou seis financiamentos, sendo quatro do Agroamigo, um crédito emergencial de estiagem (com 40% de bônus) e uma verba de custeio para a cultura de batata-doce. No total, R$ 16.140, tudo pago religiosamente em dia. Até o marido Laelson se animou e, desde 2013, já contraiu também três créditos, numa soma de quase R$ 10 mil. ?Todos os financiamentos são tratados diretamente, o assessor verifica se o cliente tem experiência, acompanha e enfatiza a questão de guardar o dinheiro numa poupança. A nossa missão é a inclusão social, que evita o êxodo rural?, ressalta Diogo Vilela. MG