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Nº 5731
Economia

Alagoas tem 2� pior desempenho do Pa�s

Dependente do setor canaveiro, que atravessa uma das piores crises de sua história, Alagoas viu o emprego com carteira assinada despencar em abril, com o fechamento de 13.269 vagas, uma retração de 3,63% em relação ao estoque de assalariados com carteira

Por | Edição do dia 24/05/2015 - Matéria atualizada em 24/05/2015 às 00h00

Dependente do setor canaveiro, que atravessa uma das piores crises de sua história, Alagoas viu o emprego com carteira assinada despencar em abril, com o fechamento de 13.269 vagas, uma retração de 3,63% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada no mês anterior. Os números – divulgados na sexta-feira, 22, pelo Ministério do Trabalho e Emprego – deixaram o estado como o segundo pior desempenho do País, à frente apenas de Pernambuco, que fechou 20.154 postos formais de trabalho no mês passado. Sozinhas, as usinas de cana-de-açúcar foram responsáveis pelo corte de 12.821 vagas com carteira assinada, o equivalente a 96,6% do total postos de trabalho extintos no Estado em abril. Para se ter uma ideia do que o número representa, basta comparar com a agropecuária, o segundo setor que mais demitiu no Estado, com o fechamento de 238 vagas. No ranking municipal, Coruripe encabeça o pior desempenho do mês com a extinção de 3.503 postos. Em seguida aparecem Rio Largo (-2.466), Campo Alegre (-1.475) e Teotônio Vilela (-1.337). Com o resultado do mês, Alagoas acumula uma queda de 15.434 postos de trabalho, uma retração de 4,19% em relação ao mesmo período do ano passado. TENDÊNCIA O fechamento de vagas formais de trabalho em Alagoas acompanha o desempenho do País, que exinguiu 97.828 postos de trabalho no mês passado. O número informado pelo Ministério do Trabalho e Emprego é o pior da série histórica, iniciada em 1992. A última vez em que houve retração no mercado de trabalho formal em abril foi em 1992. Mesmo assim, o corte na ocasião foi menor, de 63,2 mil empregos com carteira assinada. “A redução de vagas veio acima do esperado e resulta numa visão pior para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Menos emprego significa menos renda e, consequentemente, menos consumo”, afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos. Segundo ele, o dado sinaliza, contudo, que a inflação no ano que vem pode cair, como deseja o governo. O mercado projeta que a economia brasileira terá retração de 1,2% em 2015. Já a inflação terminará o ano em 8,3%, segundo último relatório Focus, divulgado pelo BC.

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