Economia
Mesmo com interven��o do BC, d�lar dispara
Brasília ? O Banco Central (BC) fez nesta terça-feira a primeira intervenção do ano e do governo Lula no mercado à vista de câmbio, mas não foi capaz de impedir a disparada de 2,19% do dólar. A moeda norte-americana disparou e fechou em alta pela terceira vez consecutiva, a R$ 3,485 para venda e a R$ 3,475 para compra, pressionada pelas indicações de guerra cada vez mais próxima no Oriente Médio e pelo resgate de uma dívida cambial. O BC confirmou que interveio no mercado vendendo dólares à vista pela primeira vez desde que Henrique Meirelles assumiu a presidência da instituição, mas não informou o montante vendido. Nas últimas três altas, o dólar acumula avanço de 5,3% e retoma a segunda maior cotação do ano. Ainda assim, registra uma leve desvalorização de 1,69% em janeiro. ?O mercado esteve bastante estreito e o famigerado temor de guerra acabou piorando novamente o humor do pessoal. Uma escassez de liquidez levou o BC atuar no mercado, mas segundo os bancos, não foi nada expressivo?, disse Douglas Leão, operador da Corretora Treviso. Internamente, um outro fator que teria contribuído para o avanço do dólar nesta sessão é o vencimento de US$ 1,3 bilhão em contratos de swap cambial nesta quarta-feira. O BC conseguiu substituir 88% da dívida, mas deu como encerrada a rolagem do vencimento com uma nova regra de cálculo para os montantes de dívida em swap, apresentada na véspera. Risco Acompanhando a reversão de expectativas que atingiu os demais mercados devido ao aumento das tensões entre EUA e Iraque, o risco Brasil registrou nesta terça-feira a maior alta do ano. O indicador saltou 5,67% e encerrou o dia a 1.360 pontos. Bolsa A tensão pré-guerra derrubou, de novo, o mercado global. Em São Paulo, a Bolsa caiu 1,83%. Foi a quinta baixa consecutiva. Faltando oito pregões para o fim do mês, o mercado já se pergunta se a Bovespa fechará janeiro no azul. Com essa sequência de quedas, os ganhos acumulados desde o início do ano caíram para apenas 1,4%. No melhor momento do mês (último dia 10), a valorização do Ibovespa chegava a 8,6%. Nos últimos cinco pregões, a Bolsa perdeu 6%.