Economia
D�lar fecha a R$ 3,515 e alta � atribu�da � crise
São Paulo - Depois de alcançar o patamar de R$ 3,20 na última semana, o dólar voltou a ser cotado acima dos R$ 3,50 nesta quarta-feira diante de um cenário externo conturbado pelas tensões entre EUA e Iraque e a instabilidade na Venezuela. No ano, a desvalorização da moeda se reduziu de 8% no último dia 10 para 0,8% hoje. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,86%, a R$ 3,515 para venda e R$ 3,51 para compra, cedendo da máxima do dia e maior cotação do governo Lula, R$ 3,547, com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de elevar para 25,5% ao ano a taxa básica de juros. O mercado recebeu bem a alta de 0,5 ponto percentual dos juros que marcou a primeira reunião do Copom sob a batuta de Henrique Meirelles, presidente do BC desde o último dia 7. Mesmo assim, o nervosismo persiste. Risco Depois de registrar terça-feira a maior alta do ano, 5,67%, o risco Brasil voltou a subir nesta quarta-feira e encerrou o dia com avanço de 2,86%, a 1.399 pontos, maior valor no ano. Já o principal título da dívida brasileira negociado no exterior, o C-Bond, fechou em baixa de 0,74%, a 67,500% do valor de face. Bolsa Pela primeira vez no governo Lula, a Bovespa fechou um pregão com perdas (1,1%) no resultado acumulado do ano. Caiu ontem 2,55%, a maior queda percentual desde 28 de outubro do ano passado (4,40%). Foi a sexta baixa consecutiva. O seu principal índice finalizou aos 11.142 pontos, o menor nível desde 18 de dezembro último (10.984 pontos).