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Nº 5731
Economia

Sobe busca por cr�dito estudantil privado

São Paulo, SP – Mais popular alternativa de crédito à educação superior, o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) sofreu restrições orçamentárias neste ano em meio à crise fiscal do governo. Além de as regras para a solicitação terem ficado mais rígida

Por | Edição do dia 21/06/2015 - Matéria atualizada em 21/06/2015 às 00h00

São Paulo, SP – Mais popular alternativa de crédito à educação superior, o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) sofreu restrições orçamentárias neste ano em meio à crise fiscal do governo. Além de as regras para a solicitação terem ficado mais rígidas, o prazo para requerer novos pedidos de financiamento acabou em 30 de abril – com exceção de renovações. Na semana passada, no entanto, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse que haverá, neste ano, nova chamada de inscrições para o programa. Os juros, hoje de 3,4% anuais, devem subir. “O Fies é de extrema importância. Dos 6,5 milhões de estudantes matriculados no país, 2,1 milhões têm contratos com o Fies”, diz Amábile Pacios, presidente da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares). O número de vagas disponíveis será menor que as 252 mil ofertadas no primeiro semestre. O MEC e o setor privado trabalham com um teto de até 150 mil vagas. Diante do acesso mais restrito ao crédito, as faculdades buscam alternativas no setor privado para garantir que os estudantes consigam pagar suas mensalidades. “Algumas faculdades estão retomando programas antigos, que ficaram parados porque havia crédito do Fies”, afirma Pacios. Entre as alternativas está o Pravaler, programa que financia até 100% da mensalidade, com contratos semestrais. A taxa de juros depende de acordo entre o programa e a faculdade. Há casos em que a universidade subsidia as taxas e os alunos não pagam nada de juros. A taxa, no entanto, pode chegar a 2,19% ao mês.

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