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Economia

Consumidor recorre �s feiras livres

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O pandeiro bate o coco de embolada na passada do freguês. Todo mundo bate perna com vontade pelo preço e qualidade. De jeito ou maneira ninguém perde o passo que é dia de feira. Bota a mão no bolso, tomate na sacola e a conta na cachola. Olha o breque! Tá caro, num tá não, é hora de pechinchar. Cheiro de alecrim, canela, mocotó, chambaril e pimenta-de-cheiro. Tem perfume de mulher, sovaco de ovelha, peito de moça, peido de veia, traque, fruta nova, verdura fresca, legume e hortaliça. Tem de tudo na feira popular, sobretudo o inesperado. Mas tem coisa que não muda: o atendimento sem pareia, o produto de primeira e o preço sem igual. Na penumbra da crise econômica, a boa e velha banca no meio da rua se transforma numa luz alternativa aos aumentos de preços nos supermercados. O consumidor percebe o sinal dos tempos e volta às origens com a sacola boca piu e a carteira de trocados debaixo do braço. Enquanto as remarcações de preços assustam nas grandes redes de varejo, o economista Cícero Péricles observa que é cada vez maior a migração de consumidores para as feiras populares. ?Isso é muito bom porque o forte é o alimento, a parte mais sensível da inflação, e é aí que a feira consegue ser mais competitiva, os fornecedores estão mais próximos, tem a qualidade e a oferta da agricultura familiar. Há uma migração claríssima do comprador para as feiras?, anota o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

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