Economia
D�lar fecha em alta �pelo 5� dia consecutivo
São Paulo - As boas notícias continuam perdendo a guerra no mercado diante do cenário de instabilidade internacional e iminência de um conflito no Iraque. Tanto que ontem, mesmo com o anúncio de duas captações externas e do avanço nas negociações para formação de maioria do governo no Congresso, o dólar fechou em alta de 0,42%, cotado a R$ 3,53 para venda e R$ 3,525 para compra. A moeda norte-americana reverteu a queda da manhã, que em seu ápice chegou a 1,33%, depois que o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, concedeu uma entrevista coletiva na qual deu a entender que não dependerá de apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) para atacar o Iraque. Diante da iminência de uma guerra, a maior parte dos investidores prefere esperar mais um pouco antes de recalcular suas posições. A avaliação dos analistas é que as notícias positivas só deram conta de derrubar a cotação porque o volume de negócios está muito pequeno, o que aumenta a volatilidade do mercado. Bolsa Após seis quedas consecutivas, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscilou muito para fechar em alta de 0,17%, aos 11.162 pontos e volume financeiro de R$ 565,511 milhões. A Bolsa paulista chegou a subir até 1,73% pela manhã, mas as declarações de Powell, no início da tarde, reverteram as expectativas. Risco Depois de quatro altas, o risco Brasil fechou em baixa de 2,14% nesta quinta-feira, a 1.369 pontos. Quarta-feira o índice registrou o maior valor no ano, 1.399 pontos. O principal título da dívida brasileira negociado no exterior, o C-Bond, hoje subiu 0,74%, a 68,000% do valor de face.