Economia
Pol�cia impede golpe de R$ 63 mi contra BB
Edivaldo Júnior As polícias civis de Goiás e da Bahia abortaram um golpe que iria lesar o Banco do Brasil (BB) em mais de R$ 63 milhões, a partir de saques e transferências de dinheiro da conta da Eletrobrás. Até ontem à noite oito envolvidos de uma quadrilha estimada em 25 pessoas já haviam sido presos. Para facilitar a fraude, segundo reportagens veiculadas ontem no jornal ?O Popular?, de Goiânia, Folha de São Paulo, SP, e Jornal Nacional, da Rede Globo, os golpistas utilizaram-se de uma liminar expedida pelo juiz Rivoldo Costa Sarmento Junior, da comarca de Porto de Pedras, Alagoas, mesmo depois desta ter sido cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Fernando Tourinho. Segundo a polícia goiana, a quadrilha conseguiu sacar R$ 1,8 milhão em agências de outros bancos em várias partes do Brasil. A quadrilha tem como mentor , segundo a Polícia Civil de Goiás, o advogado João Bosco Coutinho, que mora em Brasília e ainda não foi preso. Para lesar o Banco do Brasil, Glayton Goulart Junior, morador de Anapólis, GO, através de seu irmão, o advogado Gentil Goulart Júnior, entrou com ação ordinária de resgate de títulos com danos morais e antecipação de tutela cobrando títulos da dívida ativa da Eletrobrás no valor total de R$ 63.111,034,63. A ação foi proposta na comarca de Porto de Pedras e no dia 16 de dezembro de 2002 o juiz Rivoldo Costa Sarmento Junior concedeu a liminar determinando que o montante fosse pago em qualquer agência do BB de qualquer localidade onde houvesse disponibilidade de dinheiro. No dia 31 de dezembro, o Tribuna de Justiça (TJ) de Alagoas revogou a liminar , mas ainda assim o grupo decidiu levar o golpe adiante. A Polícia Civil de Goiás começou a investigar o golpe na sexta-feira após ter sido acionada pelo BB. Naquele dia, a polícia civil da Bahia prendeu em flagrante três integrantes da quadrilha dentro da agência da Caixa Econômica Federal do Shopping Barra, em Salvador, quando eles tentavam sacar, em espécie, R$ 7,46 milhões do dinheiro desviado da conta da Eletrobrás. Procurado pela GAZETA DE ALAGOAS, o juiz Rivoldo Costa Sarmento Junior não quis fazer comentários sobre o caso. Disse apenas que o processo pode ser visto na Comarca de Porto de Pedras e que hoje a tarde pretende se reunir com o presidente do TJ, Fernando Tourinho, para tratar do assunto. ?A Corregedoria nos proíbe de comentar processos ainda em andamento, além do mais estou de férias e não estou com o processo em mão, por isso não posso fazer comentários mais detalhes?, declarou o juiz por telefone.