Economia
Transporte de cont�iner ainda engatinha no Pa�s
São Paulo ? Ao contrário do que ocorre no resto do mundo, em que o contêiner já é uma realidade há algumas décadas, no Brasil o transporte ainda está engatinhando. Primeiro, por causa da vocação do País, que ocupa boa parte dos trilhos com a movimentação de commodities agrícolas e minerais. Para se ter ideia, 75% de tudo que é movimentado pelos trilhos é minério de ferro. Outros 5% são grãos. ?Sobra pouco para a carga industrializada?, afirma o presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), Luis Henrique Teixeira Baldez. Segundo ele, outro problema é a falta de capacidade das ferrovias brasileiras. Além da malha ser pequena ? são 28,9 mil km ?, ela tem fortes restrições operacionais. ?As curvas são apertadas e, as rampas, íngremes. Isso reduz a velocidade dos trens e a competitividade do transporte ferroviário?, afirma o superintendente da Associação Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Alexandre Porto. Na média, as locomotivas circulam pelos trilhos a 23 km por hora ?É por isso que apoiamos o plano do governo de investir em novas ferrovias?, completa Baldez. O novo pacote de concessões lançado pela presidente Dilma Rousseff no início de junho promete investimentos privados de R$ 86,4 bilhões na expansão da malha ferroviária. Bem antes de o plano federal começar a ser desenhado, a MRS já estudava alternativas para eliminar alguns dos principais gargalos de sua área de concessão e ampliar a capacidade. A malha administrada pela operadora inclui um dos maiores entraves do setor ferroviário, que é a travessia da capital paulista para chegar ao Porto de Santos.