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D�lar sobe e quebra recorde no governo Lula

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Nem o acordo do PMDB nem o anúncio de mais US$ 604 milhões em captações externas livrou o dólar de sua sexta alta consecutiva, até agora uma escalada ininterrupta desde a descoberta de ogivas químicas vazias no Iraque, na noite de quinta-feira da semana passada. Na véspera de um fim de semana agitado, o dólar saltou 2,83% no dia, registrando não só a maior alta do ano como também a maior cotação desde os R$ 3,74 de 13 de dezembro. Fechou a R$ 3,63 para venda e R$ 3,62 para compra, com máxima de R$ 3,644 no dia, e reverteu o recuo acumulado no ano para uma alta de 2,4%. O fechamento do dólar comercial de ontem é também o maior valor do governo Lula. A alta em relação a quinta-feira é de 2,69%. O recorde anterior do novo governo era o dia 2 de janeiro, quando a moeda fechou vendida por R$ 3,54. O medo da guerra no Iraque e suas conseqüências para a economia mundial se espalha pelo mercado mundial e, segundo analistas, se reflete no Brasil. Desde o dia 16 de janeiro, quando a moeda passou a subir em todos os fechamentos, o dólar já registrou alta de 9,68%. Na semana, o dólar se valorizou 7,25% sobre o real. O Banco Central anunciou que interveio ontem no mercado de câmbio vendendo dólares à vista, sem revelar o montante. Apesar disso, a cotação não cedeu. Esta é a segunda intervenção do BC no câmbio sob a gestão de Henrique Meirelles, que assumiu no último dia 7. Risco O risco Brasil voltou a subir nesta sexta-feira alimentado pela possibilidade de guerra no Iraque e pela tensão na Venezuela. O índice saltou 4,23% e fechou a 1.427 pontos, maior patamar no ano, reduzindo o recuo no ano - que já chegou a 15,6% - para 1,24%. O principal título da dívida brasileira negociado no exterior, o C-Bond, ontem caiu 2,47%, para 66,750% do valor de face. Bolsa A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou as operações dessa sexta-feira com forte baixa de 3,39% e concluiu a sessão com seu mais importante indicador, o Bovespa, caindo para 10.783 pontos. Quinta-feira, este mesmo índice apresentou leve queda de 0,17%, situando-se em 11.162 pontos. A Bolsa paulista acumula -7,6% na semana e -4,3% desde o início do mês.

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