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Economia

Setor aposta no aumento da distribui��o

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Para o doutor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), este crescimento tem uma matriz no início dos anos 2000, com a estabilidade monetária do Plano Real de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e as políticas sociais de Luís Inácio da Silva (Lula). Entre vários fatores, ?tem o salário mínimo que passou de R$ 200 para R$ 788; esse dinheiro vai todo para o consumo (que não é de produtos de luxo) e abastece mercadinhos, bodegas, farmácias, padarias, lojas de roupas, móveis, materiais de construção e varejo em geral?, ressalta Cícero Péricles. Imediatamente o setor comercial atacadista, que era pequeno, observa, sente a mudança do ambiente e aposta no crescimento da distribuição do consumo de varejo. A Previdência Social é outro ponto a favor. O professor Cícero anota que Alagoas tinha 296 mil beneficiários do INSS em 2003. Em julho deste ano, este número chegou a 502 mil, que recebem mais de R$ 5 bilhões por ano. Para o Bolsa Família, uma conta simples com a renda média de R$ 174. ?Com este dinheiro, você pode comprar, entre outros itens, seis quilos de feijão. Multiplicando por 433 mil (contemplados em Alagoas) e por 12 meses do ano dá para adquirir 600 mil sacos de feijão (com 50 quilos). É muito feijão para o setor atacadista escoar?.

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