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Nº 5735
Economia

Setor atacadista alagoano supera usinas de a��car

MAURÍCIO GONÇALVES - ARQUIVO GA A tal marola da crise econômica virou uma pororoca, destrambelhada pela histeria golpista que atola a política. Mesmo assim, um setor produtivo de Alagoas nada a braçadas contra a correnteza, subvertendo a ideia de que o r

Por | Edição do dia 02/08/2015 - Matéria atualizada em 02/08/2015 às 00h00

MAURÍCIO GONÇALVES - ARQUIVO GA A tal marola da crise econômica virou uma pororoca, destrambelhada pela histeria golpista que atola a política. Mesmo assim, um setor produtivo de Alagoas nada a braçadas contra a correnteza, subvertendo a ideia de que o rio não está para peixe. Após mais de uma década de crescimento acelerado, o mercado atacadista segue no embalo da explosão de consumo e mergulha de cabeça na enchente do pessimismo. É um fenômeno comparável à piracema, com força e estratégia que permitem até saltos sobre a grande onda, rumo à desova de mercadorias nos pontos de venda. Em meio à tormenta da inflação de 5,5% do primeiro semestre no Estado, com um PIB pífio ou negativo, os empresários do setor cravam a meta de avançar até 2% em pleno 2015. É um vigor notável em números. Segundo a Associação dos Atacadistas e Distribuidores de Alagoas (Acadeal), o segmento deve faturar R$ 3,5 bilhões este ano (incluindo os não associados e irregulares). Para se ter uma ideia, o setor sucroalcooleiro movimentou R$ 2,2 bilhões na última safra, conforme dados do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool. É fácil concluir que os atacadistas já ultrapassam os usineiros, subindo um degrau no topo da pirâmide do poder econômico alagoano. Hoje com 22 unidades industriais, a monocultura da cana rendeu uma média de R$ 100 milhões por usina. Já a rede de atacado Asa Branca, sozinha, faturou R$ 401 milhões em 2014, o equivalente a quatro usinas juntas. Os “novos ricos” não têm a mesma força política e capacidade de articulação da oligarquia dominante desde o período escravagista. No entanto, a dinâmica da economia traz novos ares, que uma oxigenada Secretaria da Fazenda (Sefaz) pretende respirar a plenos pulmões. Sobretudo porque o setor atacadista contribuiu com 16,9% do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhidos no Estado em 2014. Os varejistas, que completam a cadeia, respondem por 20,3%. Juntos, são 37,2% do ICMS. Algo indecente se comparado ao irrisório 0,8% do setor sucroalcooleiro. Ano após ano, os atacadistas acompanham a evolução do varejo, superando até a ótima média nacional. Dados do IBGE apontam que o índice de vendas do comércio varejista em Alagoas saltou de 85 pontos em 2009 para 122,3 no ano passado (contra 114,6 do País). O crescimento de pontos de venda também é enorme.

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