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Nº 5732
Economia

Eucalipto toma lugar de canaviais

As usinas que aproveitam o bagaço da cana são autossuficientes, mas suspendem a geração de energia quando param de moer ao final da safra. Com o eucalipto, elas podem fornecer a eletricidade que o País tanto precisa durante o ano inteiro. O vice-presiden

Por | Edição do dia 16/08/2015 - Matéria atualizada em 16/08/2015 às 00h00

As usinas que aproveitam o bagaço da cana são autossuficientes, mas suspendem a geração de energia quando param de moer ao final da safra. Com o eucalipto, elas podem fornecer a eletricidade que o País tanto precisa durante o ano inteiro. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Zezinho Nogueira, é um entusiasta dessa cultura como uma opção a mais para o setor que sofreu um baque de mais de R$ 1 bilhão no faturamento do ano passado. “Os produtores e as usinas podem substituir a cana em área de encostas (cujo custo é muito alto), e o setor já tem a tecnologia da biomassa, já produz energia durante a safra que vende para o sistema (elétrico nacional)”. Nogueira frisa que este fornecimento “pode perenizar com o eucalipto, na entressafra, inclusive porque o bagaço está ficando mais caro”, valorizado também como matéria-prima para o etanol de segunda geração produzido pela GranBio. O eucalipto cresce, avança e se diversifica, com a criação de uma cadeia própria, “com estacas de fazenda, obras da construção civil, energia renovável, setor moveleiro e até ceramista, como é o caso da empresa de palets (lastros de madeira para transportar porcelanato e outros pisos)”. No futuro, outra possibilidade pode ser a indústria de celulose, mas dependeria de áreas muito grandes de plantio. Zezinho investe na realidade do momento, da geração de energia, destacando a facilidade de estocagem, em toras que podem ficar a céu aberto e ser úteis para quando uma termelétrica precisar ser acionada. “A produtividade da biomassa é alta, e a questão ambiental é o maior ganho, você sai da cultura rotativa da cana ou de áreas de pastagem, substituindo por áreas que os animais e aves utilizam como passagem entre corredores de mata, também há infiltração de água, com ressurgimento e melhoria das nascentes”, elenca Zezinho Nogueira.

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