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Nº 5728
Economia

Usina fecha parceria com grande f�brica

Dez mil dos 17.500 hectares da Usina Caeté vão trocar a cana pelo eucalipto. Iniciado apenas em 2013, o plantio da nova cultura atinge 4.500 hectares de áreas acidentadas, cumprindo a meta de plantar 1.500 por ano. No começo, a empresa sequer sabia como i

Por | Edição do dia 16/08/2015 - Matéria atualizada em 16/08/2015 às 00h00

Dez mil dos 17.500 hectares da Usina Caeté vão trocar a cana pelo eucalipto. Iniciado apenas em 2013, o plantio da nova cultura atinge 4.500 hectares de áreas acidentadas, cumprindo a meta de plantar 1.500 por ano. No começo, a empresa sequer sabia como ia utilizar este eucalipto, mas a certeza logo chegou, veio montada na prospecção da sociedade com a Duratex, que se apresenta como a maior produtora de painéis de madeira industrializada, pisos, louças e metais sanitários do Hemisfério Sul. O projeto da Caetex vai além, com a meta de produzir 13.500 hectares, utilizando 3.500 de fornecedores e os 10 mil das suas áreas de encostas. Sobram 7.500 hectares de terra plana para o canavial. Neste segmento de movelaria, a madeira deve ser colhida após 6 anos do plantio. Fabrizzio Tenório informa que o investimento é de R$ 3.500 por hectare plantado. “Nosso orçamento é R$ 12 milhões/ano”. O superintendente observa que, de modo indireto, os fornecedores de cana também podem ser beneficiados com a redução de oferta da cana. Sem contar as alternativas que não param de surgir na cadeia produtiva. O Grupo Toledo, em Atalaia, produz eucalipto e montou uma fábrica de palets de madeira, fazendo interagir os setores sucroenergético, de eucalipto e de cerâmica. Apesar de ser autossuficiente no consumo por causa da geração pela biomassa do bagaço, a usina ainda não vê viabilidade na utilização do eucalipto para fornecer energia por causa do preço praticado pelo governo brasileiro. “Hoje, o governo paga R$ 135 por Megawatt produzido, este projeto precisa de um preço mínimo de R$ 300 ser vantajoso”.

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