Economia
Deficit habitacional de AL � de 90 mil moradias
Hoje é o Dia Nacional da Habitação, mas Alagoas não tem muitos motivos para comemorar. O Estado ainda tem um deficit habitacional de 90 mil unidades, quase a metade somente na capital; mais de 3 mil famílias desabrigadas na enchente de 2010 ainda aguardam as casas prometidas pelo governo federal; o setor da construção civil, responsável por erguer o sonho da casa própria está em baixa e deve alcançar 15% de perdas até dezembro deste ano, dispensando mais de 10 mil trabalhadores nos últimos dois anos. As grandes reclamações partem do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL). O presidente da entidade, Alfredo Mendonça Brêda, vislumbra um fim de 2015 bastante tumultuado para o segmento. Com a crise político-financeira do País, as construtoras deixaram de lançar novos empreendimentos e, se alguma novidade não surgir, é provável que ano que vem os alagoanos encontrem dificuldades para adquirir um imóvel novo. Sem obras em vista, o jeito foi demitir os trabalhadores, deixando um clima de instabilidade no mercado. ?As construtoras diminuíram o ritmo de trabalho em Alagoas, esgotando os lançamentos, temendo não haver compradores, embora seja percebido que elas não deixaram as obras pararem na capital. Teremos poucos lançamentos de empreendimentos até dezembro e deve faltar oferta para quem deseja. Os que restarem ficarão bem mais caros?, prevê o presidente do sindicato. Ele ainda cita que houve uma drástica redução (cerca de 80%) na quantidade de obras públicas na construção civil. Além do pouco incentivo na área, sob a alegação de falta de recursos nos cofres, ainda há uma crise no programa Minha Casa, Minha Vida, considerado o maior impulsionador do setor no Brasil. O governo federal está com duas parcelas do repasse às construtoras em aberto, atrasando o cronograma das obras lançadas para beneficiar famílias que ganham até R$ 5 mil.