Economia
Economistas preveem queda de 2,26% no PIB
Brasília, DF ? Analistas do mercado financeiro revelaram ontem que a economia doméstica passará neste e também no próximo ano por um período ainda mais conturbado do que o esperado. O Relatório Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, mostrou uma sensível piora das estimativas para praticamente todas as variáveis, passando pela atividade, inflação e resultado fiscal. Pela quarta semana consecutiva, os participantes do levantamento aumentaram suas projeções para o IPCA do ano que vem, que deve fechar em 5,51%, e não mais em 5,40% como previam há um mês. De uma semana para outra, voltaram a elevar a expectativa para a inflação de 2017, de 4,55% para 4,60%. Houve recuo na taxa prevista para este ano, mas foi tênue ? de 9,29% para 9,28% em uma semana ? e continuou num patamar bastante elevado. No caso do Produto Interno Bruto (PIB), a pesquisa Focus mostrou ajustes feitos após o IBGE divulgar recuo de 1,9% no segundo trimestre deste ano na comparação com o trimestre anterior e de 2,6% ante o mesmo período de 2014. No documento de hoje, em apenas sete dias a estimativa de contração passou de 2,06% para 2,26% em 2015, enquanto a queda estimada para 2016 se acentuou de 0,24% para 0,40%. Na área fiscal, depois que o governo informou que a meta deste ano será de 0,15% do PIB, os economistas passaram a prever uma relação de 0% para 2015. Já para 2016, nesta semana, houve nova correção para baixo e agora o mercado financeiro conta com uma taxa de 0,50% do PIB ante 0,70% feita anteriormente.