Economia
D�lar fecha em R$ 3,859, maior alta desde 2002
São Paulo, SP ? Preocupações com as contas públicas brasileiras voltaram a influenciar ontem a alta do dólar, que fechou no maior valor em quase 13 anos. O movimento foi intensificado por dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem motivar um aumento de juros naquele país, o que retiraria investimentos do Brasil e demais emergentes, encarecendo a moeda americana. O dólar comercial, utilizado em transações do comércio exterior, subiu 2,63% no dia e 7,58% na semana, para R$ 3,859 na venda ? maior valor desde 23 de outubro de 2002, quando fechou cotado em R$ 3,910 (ou R$ 6,62 hoje, após correção inflacionária). A cotação atingiu máxima de R$ 3,862 na sessão. Já o dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve valorização de 1,40% sobre o real, cotado em R$ 3,836 na venda. É o maior preço desde 24 de outubro de 2002, quando valia R$ 3,838 (ou R$ 6,50 hoje, após correção). Na máxima, a moeda chegou aos R$ 3,838. Com este desempenho, houve alta acumulada de 7,02% na semana ? maior apreciação semanal desde o período entre 19 e 23 de setembro de 2011, quando subiu 8,77%. Foram divulgados pela manhã dados do mercado de trabalho dos EUA que mostraram a desaceleração do crescimento do emprego naquele país em agosto, embora números de junho e julho tenham sido revisados para cima. Para Eduardo Velho, economista-chefe da gestora Invx Global Partners, os dados de emprego nos EUA corroboram a ideia de um aumento nos juros neste ano, mas não necessariamente na reunião que o Federal Reserve (banco central americano) fará neste mês.