Economia
BC descarta queda no pre�o da gasolina em 2003
Brasília - O litro da gasolina deverá sofrer um pequeno reajuste de 0,2% no 2003. A previsão foi feita pelo Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) em sua última reunião, quando os juros foram elevados de 25% para 25,5% ao ano. A previsão anterior, feita em dezembro, era de que os preços da gasolina teriam uma queda de 3,8% neste ano. No entanto, segundo a ata da reunião do Copom, as projeções para os derivados de petróleo estão seguindo a hipótese de repasse do aumento do preço internacional do petróleo e da variação cambial, observada desde o último reajuste de preços. Para o gás de cozinha de botijão o Copom modificou a projeção de alta dos preços de 2% para uma queda de 1,6% em 2003. Com isso, as projeções para o aumento do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados (tarifas públicas e preços monitorados, como o de combustíveis) subiram de 13,04% para 14% em 2003 e de 7,6% para 8% em 2004. Expectativas O mercado de combustíveis já trabalha com a hipótese de um novo reajuste nos preços de gasolina e diesel, que seria o primeiro do governo Lula. Segundo especialistas no mercado internacional, os preços dos derivados no Brasil já apresentam defasagens superiores a 10% sobre as cotações internacionais do produto, o que justificaria uma alta no País. A alta do dólar e do preço dos derivados na última semana são as causas da diferença. Cálculos feitos por uma trading internacional demonstram que o preço da gasolina no Golfo Americano - parâmetro internacional - está em torno de R$ 1,54 por litro, enquanto a Petrobras, vende o produto. Os valores estão acrescidos dos R$ 0,5011 da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e mostram uma defasagem de 16,6%. No caso do diesel, a defasagem é de 12,5%. A Petrobras vende o litro do produto, já com Cide, a R$ 1,04 enquanto a cotação americana atinge R$ 1,17 por litro (também acrescida do imposto). Os últimos aumentos foram promovidos no dia 29 de dezembro. Executivos do setor lembram que uma diferença superior a 10% justifica reajustes, mas ainda não sabem qual será a direção do governo Lula com relação à política de preços dos combustíveis.