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Nº 5731
Economia

“Produ��o leiteira do Estado foi minguando”

A produção leiteira do Estado, que era uma das maiores do Nordeste, foi minguando. Por quê? Era mais barato comprar dos estados vizinhos do que produzir aqui. Imagina a situação, que concorrência mais desleal é essa? Pelo simples fato de você não atualiz

Por | Edição do dia 13/09/2015 - Matéria atualizada em 13/09/2015 às 00h00

A produção leiteira do Estado, que era uma das maiores do Nordeste, foi minguando. Por quê? Era mais barato comprar dos estados vizinhos do que produzir aqui. Imagina a situação, que concorrência mais desleal é essa? Pelo simples fato de você não atualizar essa pauta. Pauta de bebida fria, de bebida quente. São coisas que você tem que estar ali, atualizando, é um trabalho de formiguinha, é um trabalho constante, então a gente deu a meta para a equipe: vamos atualizar. Você imagina, a gente tinha pauta aqui de MVAs, como por exemplo, de vendas diretas que era de 15%. DESLEIXO OU DOLO? Não tenho como avaliar. Eu só digo que não é um procedimento normal. A gente tinha setor aqui sem fiscalização há mais de 10 anos. Tem prescrição, se não fiscalizar a cada cinco anos, tudo o que o cara fez está validado. Você tem que ter programas de fiscalização claros e definidos. A Fazenda não tinha e ainda não tem. Eu não posso deixar ao arbítrio do fiscal o que ele vai fazer porque cada qual tem um procedimento diferente, cada um é de um jeito. Precisa definir normas internas, nós estamos criando, construindo isso. Então, por exemplo, na fiscalização cartão de visita, como era o procedimento? O fiscal não sabia previamente em que empresa ia, ele recebia uma kit com todo roteiro de fiscalização, o que ele ia olhar naquela empresa, e já tinha um trabalho prévio anterior, de cruzamento de informações, que já apontava indícios de sonegação e o que ele tinha que olhar na empresa. Agora, se no curso do que ele for fazer, verificar alguma coisa diferente, ele vai lá para o chefe dele e diz “olha, encontrei isso, posso fiscalizar?”, aí autorizam-no. Por que isso? Porque a gente sabe que o ser humano tem vícios, problemas e, às vezes, desvios de conduta. E eu tenho proteger o contribuinte disso.

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