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Mercado faz correla��o entre setores e produtos

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São Paulo, SP ? Petrobras e petróleo não é a única relação que tem sido feita pelos investidores da Bovespa. O estudo do analista Lauro Vilares, da Guide Investimentos, mostrou ainda forte correlação positiva entre os papéis da Vale e o preço do minério de ferro, desde meados de 2012; entre o dólar e as ações das exportadoras Fibria e Suzano, a partir de meados do ano passado; e entre Índice de Energia Elétricas e os níveis dos reservatórios de águas, desde fevereiro último, quando a preocupação com a escassez de chuvas passou a pautar os investimentos. A pesquisa apontou, ainda, forte correlação negativa, a partir de meados de 2012, entre o Índice Imobiliário e a Selic. O analista da Alpes/WinTrade, Bruno Gonçalves, diz que essas relações feitas pelo mercado vão além do movimento especulativo. Elas possuem fundamentos. No caso da Vale, por exemplo, ele lembra que se trata da principal produtora de minério de ferro do mundo. Nada mais natural que a queda dos papéis quando o minério de ferro passa a recuar a um ritmo acentuado. Mas ele faz um adendo. O custo de produção da Vale, bem como das mineradoras australianas, suporta um preço mais baixo do minério de ferro. No mês passado, a Vale estimou que o projeto S11D de minério de ferro, em Carajás, vai ajudá-la a reduzir ainda mais seu custo global de minério. A companhia projeta que o custo de seu minério entregue na China fique em US$ 30,8 por tonelada em 2018, tendo por base um preço de US$ 50 para a tonelada do minério de ferro.

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