Economia
C�mbio alto faz casal manter os p�s no ch�o
A viagem romântica se tornou uma segunda lua de mel para o casal abençoado por Deus, numa das mais belas paisagens desenhadas pelo Criador do mundo. O Chile, a Cordilheira dos Andes e seus píncaros nevados foram puro deleite para o publicitário Caio Dantas e sua amada cara-metade, a gestora financeira Priscila Dantas. Tudo regado a taças de vinho, declarações de amor e passeios maravilhosos, mas sem deixar de ativar a calculadora do smartphone. A realização do sonho destes cristãos só não se tornou um pesadelo porque eles mantiveram os pés no chão na hora de fazer as contas em dólar. A variação cambial atingiu alturas que nenhum teleférico de estação de esqui poderia alcançar, em condições de temperatura e pressão muito longe do normal, ao ponto da moeda americana encostar na casa dos R$ 4. Na hora do aperto, valeu a lei da sobrevivência, coroada pela boa e velha humildade ensinada por Cristo. Uma das medidas adotadas foi levar sanduíches na mochila para se livrar das altas contas de restaurantes nas estações de esqui. Também foi muito útil compartilhar as despesas com outras pessoas que estavam na viagem. Priscila conta que, por sorte, as passagens foram trocadas por milhas, mas reconhece que, em alguns momentos, não tem como evitar que as contas fujam do controle. A despesa de 10 diárias, inicialmente calculada em R$ 1.700, já estava chegando a R$ 2.500 (com o dólar da última sexta) e ainda podendo aumentar. ?Pagamos a hospedagem em cartão de crédito, agora estamos esperando a bomba com a fatura?, revela Priscila. Foi um risco calculado, previsto para ser compensado com outras medidas adotadas durante a viagem, com base em palavras de ordem como ?não comprar? ou ?gastar apenas o essencial?.