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Economia

Casas de c�mbio ainda n�o sentem com alta do d�lar

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Mesmo com a valorização do dólar de R$ 3,60 para R$ 3,90 nos últimos 40 dias, as casas de câmbio ainda não sentiram tanto ?porque muitas pessoas já estavam com a viagem programada e não tinham como desistir porque seria mais caro pagar as multas?. No entanto, a médio prazo, a tendência é a compra de dólares por brasileiros cair drasticamente. É aí onde entra a importância do spread (diferença do preço de compra e venda relacionado à oferta e procura). ?O nosso spread estava totalmente enxuto, barato, era preciso fazer muito volume de vendas?. Com a chegada de estrangeiros vendendo dólares, as casas de câmbio trocam por preços melhores do que os exigidos pelos bancos. ?Então, mesmo que o volume de vendas diminua, o meu ganho fica maior por causa do spread?, explica Fábio. A economista Luciana Caetano explica que a elevação da taxa de câmbio atinge todas as classes sociais e compromete vários setores da economia, com produtos que podem custar 30 centavos, como o pão francês, que depende da importação do trigo, até um carro de luxo avaliado em R$ 1 milhão.

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