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Produtos j� sentem alta do d�lar

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A desvalorização do real em relação ao dólar já inviabilizou os planos de quem pretendia viajar ao exterior e também deve encarecer o preço de alimentos confeccionados com farinha de trigo, importada do exterior e cotada na moeda norte-americana, que estava a R$ 3,94 para compra, na sexta-feira, 25. ?O fornecedor da farinha já avisou que, nos próximos dias, o valor do saco de 50 quilos será reajustado?, comentou o empresário Jorge Gusmão, proprietário de uma panificação no bairro do Farol. ?Até alguns dias atrás, pagava R$ 98,00 pelo saco. É provável que, na próxima compra do produto, o preço da saca já tenha subido para até R$ 110,00?, lamentou. Com a tendência de elevação do preço das 20 sacas de farinha de trigo compradas semanalmente para o fabrico de pães e bolachas em geral, o empresário diz não tem alternativa senão repassar o custo da desvalorização do real aos seus clientes. Até quinta-feira, ele revendia o quilo do pão francês por R$ 8,95. ?Infelizmente, vamos ter que cobrar mais caro pelo produto. O repasse dos custos é natural?, comentou. O consumidor também deve pagar mais caro por outros tipos de pães, bolachas e bolos derivados de farinha de trigo. ?A farinha é toda importada. Atualmente, vem muito do Canadá, mas já veio da Argentina também. É cotada em dólar, independente da origem?. Além do pão, desodorante também deve sofrer reajustes. Isso porque é produzido com componentes químicos importados. Equipamentos eletrônicos são outra categoria de produtos cujos preços tendem a flutuar de acordo com a cotação do dólar. O impacto é direto num aparelho como o iPhone, geralmente importado dos Estados Unidos da América. Equipamentos montados no Brasil, como televisores, dependem de peças compradas fora do Brasil, razão pela qual ficam mais caros quando o dólar sobe. A elevação dos estoques do varejo pode beneficiar o consumidor. Metade das empresas que vendem bens duráveis está com estoque acima do desejável, segundo a Federação do Comércio de São Paulo.

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