Economia
Consumidores tentam fugir da alta da gasolina
O militar da reserva Petrúcio Batista era um dos diversos clientes que se desfizeram se seus parcos reais para completar o tanque de combustível do automóvel pessoal, ontem, num posto do bairro do Poço, em Maceió. ?O litro já está caro agora. Imagine daqui a alguns dias?, comentou, referindo-se à decisão da Petrobras de reajustar em 6%, nas refinarias, o preço do litro de gasolina. Como a gasolina revendida na cidade tinha sido adquirida antes do aumento, o litro do produto ainda oscilava entre R$ 2,97 (pagamento à vista, em dinheiro ou com cartão de débito) e R$ 3,39. ?Uma semana atrás, aproveitei promoção e ainda comprei o litro por R$ 2,99. Coloquei um pouco mais no tanque e ainda deu para levar à família à praia?, completou Petrúcio. Para a professora Niraneide Salvador, a elevação do preço implica numa mudança de hábito já adotada pela sua família: utilizar o automóvel em caso de extrema necessidade. ?Agora, a gente compra R$ 50,00. Quando necessário, compra mais R$ 50,00. É de pedaço em pedaço?, explicou à Gazeta, sob concordância do filho Victor, analista de sistemas, e que reforçou: ?Pagamos sempre à vista!? O mais recente levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre o preço da gasolina e Alagoas mostrava, até ontem, que o preço médio do litro de gasolina era de R$ 3,37 (Arapiraca), R$ 3,34 (Maceió) e R$ 3,34 em Palmeira dos Índios. O litro variava, de acordo com pesquisa em 17 revendedores, entre R$ 2,97 e R$ 3,39, garantindo lucratividade média de R$ 0,46, em relação ao valor de compra às distribuidoras. ?Não temos como precisar ainda impacto para o consumidor da decisão do governo federal de reajustar em 6% o valor da gasolina, nas refinarias.