Economia
N�o mexam com a gente, adverte Jardim
O diretor de Comércio da Associação, Luiz Antônio Jardim, é enfático: ?Não estamos aqui com um pedido de socorro. Na minha visão é um basta. Um grito de alerta. A gente não está precisando de um pedido de socorro. A gente está precisando que deixem a gente trabalhar. Não mexam com a gente?. O paternalismo do poder público, segundo ele, passa pela máxima de ensinar a pescar e não dar o peixe. ?Se isso não acontece, quem é que paga essa conta? É o trabalhador e o trabalhador vive das empresas. O setor público é meio, não é fim. Função principal do setor público é educação, segurança, saúde e mobilidade urbana ou interurbana, o resto tudo é atividade meio. Então você não pode ter um Estado que gaste mais do que o resto da sociedade. Tem que saber administrar?, afirma. O empresário destaca que as categorias estão manifestando seu posicionamento diante não apenas da crise, mas da forma como o País vem sendo ferido. ?A gente está manifestando uma posição. Estamos deixando claro que o Brasil passa por uma situação gravíssima e o caminho não é aumentar tributos, é você aumentar a galinha dos ovos de ouro. O que está havendo no País? Uma ?estaguinflação?, ou seja, uma estagnação econômica, um crescimento negativo da economia com inflação. Isso está na cara e a gente vai chegar com números acima de 10% de inflação e as projeções de crescimento são negativas, em torno de 3%, se não chegar a mais. Dentro de uma situação dessa você ainda vai tirar mais recursos de quem está produzindo para gerar mais desemprego??, questiona.