Economia
Governo vai priorizar gastos contratados
Brasília, DF ? A lógica que a equipe de Dilma adotou para os cortes foi reservar dinheiro no orçamento de 2016 para pagar o que já tinha sido contratado e suspender novas operações. Com isso, houve redução das metas dos programas, como abertura de novas vagas para o Pronatec e contratação de novas creches e postos de saúde, e alongamento dos prazos para a execução do que já tinha sido contratado. A secretária de Orçamento do Ministério do Planejamento, Esther Dweck, explica que o esforço do governo tem sido muito grande este ano para acertar as contas. As medidas de esforço fiscal para 2015 equivalem a 2,3% do PIB, segundo a secretária. Para o ano que vem, o governo precisou enxugar o orçamento dos programas sociais em duas etapas. Na primeira, quando a equipe econômica enviou ao Congresso uma proposta de orçamento deficitária, o corte foi de R$ 17 bilhões. Com a reação negativa da decisão ? que levou o Brasil a perder o grau de investimento por uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco ? foi anunciado um pacote adicional de medidas para que as contas no ano que vem fechem no azul em 0,7% do PIB. Entre as medidas, o governo anunciou mais R$ 12,4 bilhões em cortes no Minha Casa, na área de Saúde e no PAC. Com esse valor, se considerar o corte no PAC, a tesourada pode subir para R$ 29,34 bi.