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Produ��o di�ria de leite ser� de 7,5 mil toneladas

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Uma mina de ouro branco vai jorrar no solo esturricado da caatinga em Batalha. Terra de cabra-macho com o quengo quente do sol que evapora o rio Ipanema em pedras. De um canto deste sertão, o tesouro vai brotar em máquinas, todo santo dia, com a fabricação de 7.500 toneladas de leite em pó instantâneo, 6.781 toneladas de leite condensado e 6.715 toneladas de doce de leite. Os números do estudo de impacto sócio-econômico encomendados pela CPLA ao Sebrae, em parceria com um consultor da Nestlé, surpreendem. E tem muito mais. Quando a fábrica de Batalha estiver em pleno funcionamento, com as três unidades, deve produzir diariamente 70 toneladas dos mais diversos queijos industrializados, 18 milhões de litros de leite UHT (longa vida em caixa) e 18,5 milhões de litros de bebida láctea. A direção da cooperativa prefere não citar os dados sobre previsão de faturamento, mas pode-se estimar algo em torno das nove casas decimais. Só de contribuição de ICMS, o estudo prevê uma evolução de R$ 2,38 milhões no ano inicial para mais de R$ 16 milhões no quinto ano de funcionamento. Para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), serão mais R$ 250 mil/ ano, quando estiver a pleno vapor. Toda esta pujança fica ainda mais valiosa porque vai gerar emprego e renda para pequenos produtores rurais da bacia leiteira e de outros municípios do Estado. Hoje são 2.500 cooperados, mas as planilhas do empreendimento preveem a ampliação para 10 mil produtores até o quinto ano de instalação. Calcula-se que a produção industrial em si deve gerar 240 empregos diretos e 5 mil indiretos, no início, até evoluir para 560 empregos diretos e 20 mil indiretos, a partir do ano 5.

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