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Calote de usina atinge R$ 10 mi

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Se está ruim para usineiros, avalie para os fornecedores. Trabalhadores, comerciantes, operários e cortadores de cana, nem se fala. Só os canavieiros que abasteciam a Uruba contam que ficaram sem receber uma fábula de R$ 10 milhões da usina falida. Os últimos anos pareciam um túnel sem saída, em que todos desciam desgovernados, quase saindo dos trilhos, mas uma luz se acendeu lá no finalzinho, quando os produtores de cana se agarraram entre si para enfrentar o bicho-papão que engolia canaviais inteiros e só cuspia bagaço, fazendo o dinheiro sumir. Melhor ainda, unidos numa iniciativa pioneira, eles tomaram posse desse bicho-papão e arrendaram o parque industrial, orçado em R$ 350 milhões, junto com 7,2 mil hectares de terra pertencentes à massa falida, avaliados em quase R$ 2 bilhões. Amparados pela decisão do juiz substituto da comarca de Coruripe, Kléber Borba, os 112 integrantes da Coopvale carimbam seus nomes num marco histórico em 400 anos de exploração da cana-de-açúcar em Alagoas. Eles assumiram o comando da usina e vão investir R$ 2,5 milhões para fazê-la voltar a moer em menos de um mês, com um prognóstico de produção de 700 mil toneladas de cana até o final da safra. Bem melhor que o resultado pífio de 146 mil toneladas entre 2013 e 2014. Na safra passada, os motores ficaram inertes. Com o maquinário 80% automatizado, a Uruba tem condições de produzir 1,2 milhão de sacos de açúcar e 210 mil toneladas de bagaço. Metade do bagaço é reutilizada para geração de energia elétrica e a outra metade é vendida para alimentação animal.

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