Economia
Fornecedores buscam alternativa para tentar sobreviver � crise
Nesta luta pela sobrevivência, todos os fornecedores da região que inclui Atalaia, Pilar, Marechal Deodoro, Capela, Cajueiro, Messias, Murici, Rio Largo, Branquinha e União dos Palmares correram para mais longe. ?E o mais agravante: grande parte dessas usinas ficaram com dívidas muito grandes com os fornecedores, exceto a Serra Grande?, explica o presidente da Coopvale. O que já era ruim ficou pior. Nas últimas três safras, os fornecedores sofrem porque entregam a cana, mas as usinas não conseguem pagar o valor integral de tudo. A dívida só aumenta e eles dizem que não há uma explicação plausível ?porque quando você entrega a sua matéria-prima, 60% do faturamento da indústria deve ser o valor repassado para o fornecedor, 40% é o que deveria ficar na usina?, informa Túlio. Mas esta prática parou de acontecer. Sem o contar que o ATR (indexador que define o preço de produção) ainda não inclui insumos como mel, energia e bagaço. O cooperado Maxwell Vasconcelos destaca que a relação entre fornecedor e usina é difícil porque se trata de um livre comércio. ?O nosso produto não é uma commodity, é perecível, não comerciável em longas distâncias, não é como a soja que pode estocar, a gente tem que vender senão perde, então a relação é delicada. Com essas quebras das usinas, esta relação tênue quebrou-se de uma vez?, analisa Maxwell, fornecedor com terras em Pilar. Segundo os produtores, só no município de Atalaia, os usineiros deixaram de pagar entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões a fornecedores.