Economia
Reabertura volta a unir popula��o dispersa
A vida se transforma ao redor do fogo morto de uma usina falida. Desemprego, fome e êxodo rural geram todo tipo de sorte e tristeza. Nem mesmo as casas para desabrigados da cheia sobreviveram. Muita gente foi embora e o conjunto habitacional do Programa da Reconstrução ficou em destroços, casas sem telhas, sem janelas nem as caixas das portas, na estrada de barro que dá acesso à Uruba. Na área da usina, a destruição é total, da casa grande, onde o usineiro ficava, à área de lazer com piscina, tudo foi destruído, por invasores, vândalos e ladrões. Retrato do abandono, ruínas de uma usina falida. ?Isso aqui é de uma crueldade tão grande que revolta?, lamenta o produtor Ênio Agra, desolado. Um dos cooperados, ele agora quer reconstruir o patrimônio que chegou às suas mãos e dos outros 111 integrantes da Coopvale. ?Muita gente ficou no prejuízo, e prejuízo grande: eu perdi R$ 800 mil, ainda tem fornecedor com R$ 2 milhões a receber. É brincadeira? Mas vamos reerguer isso aqui?, exalta. Agora juntos, os fornecedores afirmam que o principal ativo desta nova Uruba é a união. E o combustível para fazer rodar as máquinas é a esperança, a mesma que mobiliza operários, trabalhadores do campo e pode aumentar a produtividade. Novos ares circulam no município de Atalaia e região, principalmente na estrada de acesso à usina. O movimento de carros, motos, cavalos e bicicletas não deixa a poeira sentar. São dezenas e dezenas de candidatos a uma vaga de trabalho na usina.